NOTÍCIAS

Os sintomas e o tratamento da síndrome da pedrada

Página Inicial > Notícias

10 Maio 2022 |

Você já sentiu um estiramento do músculo da panturrilha, ocasionando dificuldade para apoiar o peso do corpo no calcanhar, além de muita dor? Isso já aconteceu, por exemplo, durante uma corrida? Se sim, talvez você tenha sofrido um episódio de síndrome da pedrada.

Segundo o ortopedista Ricardo Soares da Silva, da COT – Clínica Ortopédica Tatuapé, a síndrome da pedrada pode provocar uma forte e repentina dor na panturrilha, como se a pessoa tivesse levado uma pedrada no local. “É comum que se forme um hematoma no local da dor, uma marca roxa. O local afetado fica endurecido e ainda pode haver a formação de uma espécie de caroço ou mesmo uma pequena bola no local. A pessoa tem dificuldade para apoiar o próprio peso do corpo no calcanhar ou no peito do pé”, relata ele.

O tratamento da síndrome da pedrada

Em geral, repouso e a aplicação de gelo no local por 20 minutos pode resolver o problema. Mas quando a dor é mais intensa, um ortopedista deve ser consultado para confirmar o estiramento e propor o melhor tratamento.

“Podemos propor a crioterapia, com uso de água gelada e compressas de gelo, além da termoterapia, com bolsas de água quente e infravermelho, após a fase aguda. Também recomendamos o uso de aparelhos fisioterápicos, como ultrassom, laser e tens, além de exercícios de alongamento passivo. Posteriormente, serão prescritos exercícios de fortalecimento muscular. Em geral, após dez dias, o reparo muscular já começa a acontecer, mas diante da diminuição da inflamação, pode ocorrer antes”, explica o médico da COT.

Como prevenir a síndrome da pedrada?

O Dr. Ricardo lembra que é preciso cuidar para o estiramento muscular não volte a acontecer, o que é bem comum. “Muitas vezes, a síndrome da pedrada acontece por excesso de treino, sem intervalos. O médico investigará compensações musculares, falta de flexibilidade e o tipo de pisada, que podem ser identificadas e tratadas com a fisioterapia.

O uso da fisioterapia é, segundo ele, recomendado para evitar um novo episódio do estiramento muscular. “A síndrome da pedrada é muito comum. Recebemos muitos pacientes acometidos por ela em nossa clínica. O tratamento é tranquilo e muito passível de sucesso. Mas ao menor sinal de dor na região, a pessoa precisa se consultar com um ortopedista”, define ele.