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Você já ouviu falar da “tendinite do tenista”?

23 Maio 2022 |

Dor e sensibilidade no cotovelo (na parte mais externa), com irradiação para os músculos, piora da dor diante de movimentos simples como abrir uma porta ou pentear o cabelo e redução da força no braço ou no punho, muitas vezes dificultando segurar objetos simples como um copo de vidro. Estes são os principais sintomas da epicondilite lateral, popularmente conhecida como tendinite do tenista.

“Embora a tendinite do tenista tenha este nome, ela pode acometer qualquer pessoa, atleta ou não. Ela é uma doença laboral, ou seja, acomete trabalhadores de ocupações específicas, como atletas que utilizam tacos e raquetes, carpinteiros, trabalhadores que lidam direto com máquinas e aqueles que digitam em excesso”, explica o ortopedista Thomaz Antônio Tonelli, da COT – Clínica Ortopédica Tatuapé.

Segundo ele, a tendinite do tenista é a principal causa de dor na região do cotovelo, caracterizando-se pela dor na região do epicôndilo lateral, ou seja, a face lateral do cotovelo. “Ali se localizam seis tendões que exercem ações de supinação do antebraço e extensão do punho e dedos, entre outros movimentos”, explica.

A tendinite do tenista tem tratamento

A epicondilite lateral, a popular tendinite do tenista, tem tratamento. De acordo com o ortopedista da COT, muitas vezes a doença simplesmente desaparece naturalmente em alguns meses, em aproximadamente 70% a 80% dos casos, mas é importante tratar da lesão para diminuir a dor.

“O paciente deve evitar movimentos repetitivos e de sobrecarga. Receitamos aplicação de gelo no local, o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios e fisioterapia. Na COT utilizamos protocolos que incluem, por exemplo, acupuntura. Em casos mais graves, o médico poderá recomendar a aplicação de infiltrações para redução da dor. Também poderá ser oferecido o uso de órteses para punho e cotovelo, com o intuito de diminuir a dor”, relata.

A prevenção da tendinite do tenista

O Dr. Thomaz aproveita para dar algumas dicas de como prevenir a epicondilite lateral:

• Antes de iniciar alguma prática esportiva, se aqueça corretamente;

• Após esta prática, faça alongamentos;

• Ao digitar ou dirigir, procure manter uma postura correta, ereta;

• Apoie o antebraço na mesa de trabalho e use apoios para o teclado e o mouse;

• Evite movimentos repetitivos ou esforço em excesso dos membros superiores;

• Diga não ao sedentarismo.


Os sintomas e o tratamento da síndrome da pedrada

10 Maio 2022 |

Você já sentiu um estiramento do músculo da panturrilha, ocasionando dificuldade para apoiar o peso do corpo no calcanhar, além de muita dor? Isso já aconteceu, por exemplo, durante uma corrida? Se sim, talvez você tenha sofrido um episódio de síndrome da pedrada.

Segundo o ortopedista Ricardo Soares da Silva, da COT – Clínica Ortopédica Tatuapé, a síndrome da pedrada pode provocar uma forte e repentina dor na panturrilha, como se a pessoa tivesse levado uma pedrada no local. “É comum que se forme um hematoma no local da dor, uma marca roxa. O local afetado fica endurecido e ainda pode haver a formação de uma espécie de caroço ou mesmo uma pequena bola no local. A pessoa tem dificuldade para apoiar o próprio peso do corpo no calcanhar ou no peito do pé”, relata ele.

O tratamento da síndrome da pedrada

Em geral, repouso e a aplicação de gelo no local por 20 minutos pode resolver o problema. Mas quando a dor é mais intensa, um ortopedista deve ser consultado para confirmar o estiramento e propor o melhor tratamento.

“Podemos propor a crioterapia, com uso de água gelada e compressas de gelo, além da termoterapia, com bolsas de água quente e infravermelho, após a fase aguda. Também recomendamos o uso de aparelhos fisioterápicos, como ultrassom, laser e tens, além de exercícios de alongamento passivo. Posteriormente, serão prescritos exercícios de fortalecimento muscular. Em geral, após dez dias, o reparo muscular já começa a acontecer, mas diante da diminuição da inflamação, pode ocorrer antes”, explica o médico da COT.

Como prevenir a síndrome da pedrada?

O Dr. Ricardo lembra que é preciso cuidar para o estiramento muscular não volte a acontecer, o que é bem comum. “Muitas vezes, a síndrome da pedrada acontece por excesso de treino, sem intervalos. O médico investigará compensações musculares, falta de flexibilidade e o tipo de pisada, que podem ser identificadas e tratadas com a fisioterapia.

O uso da fisioterapia é, segundo ele, recomendado para evitar um novo episódio do estiramento muscular. “A síndrome da pedrada é muito comum. Recebemos muitos pacientes acometidos por ela em nossa clínica. O tratamento é tranquilo e muito passível de sucesso. Mas ao menor sinal de dor na região, a pessoa precisa se consultar com um ortopedista”, define ele.


Viscossuplementação, evitando cirurgias por conta da artrose

18 Abril 2022 | Terapias

A artrose é uma doença que não tem cura. A boa notícia é que a cirurgia pode ser evitada, sim, com um tratamento individualizado, que prevê medicamentos específicos, fisioterapia e protocolos que podem incluir acupuntura, RPG e hidroterapia, entre outros. Há um tratamento relativamente novo e de excelentes resultados chamado viscossuplementação, que também pode evitar a temida cirurgia.

Disponível na COT – Clínica Ortopédica Tatuapé, a viscossuplementação é uma aplicação intra-articular de ácido hialurônico. “Este ácido vai fazer o mesmo papel do líquido sinovial, que existe em uma articulação saudável e é responsável por promover uma lubrificação nela. Com o avanço da idade e, ainda, diante do avanço da artrose, o líquido sinovial perde sua capacidade funcional. A viscossuplementação é excelente porque devolve à articulação o poder da lubrificação”, explica o Dr. Ari Zekcer, ortopedista da COT.

Como funciona a viscossuplementação

De acordo com o médico da COT, a injeção intra-articular de ácido hialurônico é um tratamento moderno, aprovado em 1997 pelo FDA norte-americano e adotado como protocolo pelas American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology. “A aplicação é feita na própria clínica, por um médico especialista, em três ou cinco sessões. As aplicações podem ser repetidas depois de seis meses a um ano do tratamento. O ácido hialurônico não é um corticoide, portante não apresenta os vários efeitos colaterais que este anti-inflamatório traz”, pondera.

Segundo o Dr. Ari Zekcer, a viscossuplementação pode trazer de volta a qualidade de vida perdida e até mesmo evitar a cirurgia. “É um excelente tratamento, que temos utilizado na COT com muito sucesso com pacientes que não responderam adequadamente ao tratamento com outras medidas terapêuticas. Em geral, funciona muito bem para artrose até o grau 3, mas também pode surtir efeitos satisfatórios para artrose em grau 4 e 5, o mais grave deles, que geralmente indica a cirurgia”, garante o ortopedista.